Papo de máster - Páscoa consternada - Suporte - Natação do RN

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Papo de máster - Páscoa consternada

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Trazer um assunto delicado de âmbito transcendente para uma compreensão objetivamente material sempre será um grande desafio. Isso porque permite uma variabilidade na liberdade de expressão que tanto pode se alinhar ao que se espera, quanto pode comprometer uma tentativa de quebra de paradigma. No entanto, reclamar talvez não cause tanto efeito quanto alinhar-se a um propósito positivo.




Correr o risco de atirar no escuro sempre foi uma marca cuja vida exigiu de mim usar mais os sentidos da audição do que a visão. Sim, eu já treinei contando braçadas e nas séries, fechava os olhos, contava com uma a menos e voltava a abrir quando estava perto da borda. Era uma sensação bem diferente, mas imprimia uma reação de auto-confiança autônoma, ou seja, não havia sido preciso uma voz de um psicólogo para desenvolver auto-confiança, além da simples sensação de lançar-se nos sentidos da audição até a borda (como faz um morcego diante de um obstáculo). Talvez você não precise ser um X-man para isso, mas se seus ombros se desenvolveram diferentemente nadando borboleta ou costas, por que sua auto-confiança também não?

Num país não-declaradamente capitalista em sua Constituição, contradições acirram o dia a dia de uma ditadura futebolística. Tornou-se muito impreciso o limite entre o comunismo jornalístico de opiniões passivas e uma súbita conivência pelo bem maior do salário do jogador.

Sabe que às vezes passa-se a súbita impressão de que os repórteres esportivos da atualidade se amoldaram de tal forma a essa ditadura, que se tornaram meros mendigos da informação. Outrora na Idade Média, o boato causava guerras, desfazia casamentos de nobres e envenenava reis. Hoje, o boato é se o jogador gostou da calcinha da travesti.  Boato já tem B de bola e é disso que o futebol vive no B do Brasil: de boato, não de notícia.

Tornar-se conivente à ditadura futebolística reflete de certo modo a herança de tradição católica no Brasil. Não que a rebeldia protestante fosse necessária para quebrar esse paradigma alimentado no futebol brasileiro. Existe algo melhor e muito melhor do que rebelar-se como fazem os protestantes. Melhor do que rebelar-se é inovar.

Foi a inovação que fez despontar as diversas modalidades esportivas em países como China, EUA e Japão.  Nas olimpíadas de Pequim 2008, mais de 10 mil atletas estiveram num país comunista com Michael Phelps e seus 08 ouros imbatíveis. E naquela mesma olimpíada, foi a China comunista que bateu os EUA com 15 ouros a mais no quadro de medalhas [51 no total. Fonte: COI].

Rebelar-se contra o repórter que não cansa de entrar no banheiro dos jogadores para saber se está usando calcinha, isso de nada irá mudar a realidade do atletismo, do basquete, da ginástica ou da natação. É preciso inovar. E inovar com responsabilidade e comprometimento. Quem sabe intuir o que o presidente Jair Bolsonaro tem feito contra os gigantes da mídia brasileira; mas inovar sem denegrir, inovar sem destruir, inovar sem arrogância e sem ignorância.

Inovar passa por uma parcela talvez de menos de 30% dos repórteres esportivos no Brasil que necessariamente teriam que se "converter" para inovar. Converter-se no sentido de rebelar-se contra a conivência, contra a ditadura. E não há mais como especular diferente: estamos numa ditadura de um capitalismo no futebol alimentado pelo comunismo mascarado que existe dentro dos jornais brasileiros. Eu não sei você, mas quando se vê um jornal utilizando-se do "control+c control+v", pra mim isso é comunismo puro e burro. Tornar-se passivamente conivente com a ditadura reinante do futebol é aceitar um único assunto em comum, sem chances de rompimento de qualquer paradigma. Onde não há concorrência que eleva a qualidade em relação à demanda, o comunismo reina, e reina na classe jornalística que lambe as botas dos jogadores de futebol.

Entre um título num campeonato mundial de natação e a decisão de fazer uma reportagem numa das mais influentes televisões do Rio Grande do Norte, foram precisos 05 dias! Isso mesmo: 05 dias, em dezembro de 2014, e ainda utilizando-se do "control+c control+v". A origem da informação: pesquisa no Google, depois encontra este blog, copia a matéria e lança como destaque inédito. Onde este jornalista aprendeu em seu curso universitário a fazer referência à origem da informação? O que sua estupidez esconde é justamente aquela conivência à ditadura futebolística, sem qualquer respeito à origem da informação, sem qualquer tentativa de inovação.

Pode ser que o futebol tenha seus valores disciplinares e morais como modalidade esportiva, mas ninguém vive fazendo gol como quem nada a cada 25 ou 50 metros de parcial, só pra começar. Ou seja, comparativamente à exceção do 7x1, enquanto numa partida se comemora 01 ou 02 gols em 90 minutos, numa prova de natação como os 200, que leva em torno de 02 minutos, cada parcial é motivo de comemoração, que o Galvão Bueno nunca soube explorar quando comentou em olimpíadas (péssimos comentários por sinal).

Dá pra entender que tipo de "super-homem" trabalha para um jornal que não utiliza a informação para salvar ninguém?! Que se tornou vítima do próprio sistema? Que não tem a mínima criatividade para explorar o que o xadrez ou o ciclismo teriam de incrível que o futebol não tem? Um "super-homem" crucificado pela própria profissão? Ou conivente com uma ditadura?

Assumo que não sou jornalista, minhas áreas de atuação são bem distintas entre engenharia civil, natação e religião. Gosto de escrever em várias estilos, tornei-me blogger para assumir aquilo que os jornalistas do RN e do Brasil não fazem. À exceção da CBDA e das federações, alguns dos sites mais acessados no Brasil sobre natação são produzidos por ex-atletas ou ex-técnicos, não por jornalistas esportivos formados em universidades para este fim.

Quando se percebe a maioria absoluta da classe jornalística formada em universidade trabalhando pro sistema comum em prol do futebol, a que conclusão se chega após análise de um retrato de país sem sistema econômico definido? Você odeia o comunismo? Imagine quantos atletas das várias modalidades não estão abusados de tantos lambe-botas do futebol!



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